Grupos de Trabalho

Grupo de Trabalho em Foucault
Periodicidade: quinzenal. 5ª feira às 09:30 horas.
Representante: Heitor Lobo de Mendonça.
Contato: heitorl.mendonca@acessa.com

O objetivo deste Grupo de Trabalho é articular os saberes desenvolvidos pelo filósofo francês Michel Foucault e a psicanálise. É muito comum se referir ao pensamento de Foucault como sendo radicalmente crítico para com a psicanálise, o que não deixa de ser verdade. Ao afirmar que o discurso psicanalítico seria uma extensão dos saberes psiquiátricos que se constituíram a partir do renascimento e, que teriam por objetivo, a constituição de poderes que visariam o controle das subjetividades, ou como nos diz Foucault, uma continuação do tratamento moral das diferenças e anormalidades, Foucault abre um campo extremamente interessante para que possamos repensar a psicanálise na contemporaneidade e, a partir disto, evitarmos a tentação das verdades absolutas, da arrogância curativa e dos fundamentalismos que infelizmente ainda são uma tônica comum em alguns setores do pensamento e das instituições psicanalíticas.

Grupo de Trabalho da Obra de Jacques Lacan
Periodicidade: quinzenal. 5ª feira às 10:00 horas.
Representante: Jodemar Porto Costa.
Contato: jodemarcosta@yahoo.com.br

O objetivo desse Grupo de Trabalho será promover um espaço de leitura, discussão e investigação da obra de Jacques Lacan. O estudo da Técnica da Psicanálise aparece ao longo dos trabalhos de Freud e Lacan, com um papel preponderante para a transmissão e a construção permanente do diálogo analítico. As preocupações de Freud, na primeira década do século XX o fizeram dedicar-se à produção de textos técnicos e estratégias visando à preservação e a fidelidade na perpetuação de sua práxis; a técnica e a transmissão se tornaram essenciais. A questão proposta por Lacan, no início do seu ciclo de Seminários com o Livro 1 “Os escritos técnicos de Freud”, além de afirmar que todos os textos de Freud são técnicos, se dirige em geral para analistas em formação com a questão fundamental – O que fazemos quando fazemos psicanálise? – Desafiando a que tenhamos a abordagem técnica como marcador do “Campo” próprio de apreensão de nosso objeto – O Inconsciente.

Grupo de Trabalho Estudos em Ferenczi
Periodicidade: quinzenal. 5ª feira às 9:30 horas.
Representante: Leila Guimarães.
Contato: lguimen@acessa.com

Considerado o analista dos “casos difíceis ou limites”, Sandor Ferenczi problematizou não apenas as chamadas “neuroses narcísicas”, como também os limites da técnica psicanalítica e a relação entre analista e analisando, visto que nessa se atualizaria a relação adulto-criança, a qual é marcada por uma “confusão de língua”, cujo impacto pode favorecer a emergência do trauma patogênico e a constituição do “bebê sábio” como forma de sobreviver a ele. Considerando a hospitalidade ou o acolhimento fatores essenciais para a constituição subjetiva, Ferenczi afirma que o mau acolhimento ou a falta de hospitalidade, àquele que está por construir o prazer de viver, propicia o deslizamento e o retorno ao “não-ser” , restando a ele lutar contra, ou seja, restando a ele um árduo trabalho de construção de sentidos em uma tentativa de dominar os excessos pulsionais. Assim, a proposta deste Grupo de Trabalho é discutir os destinos do infantil articulado com o pensamento ferencziano, visto que suas ideias e experiências clínicas tornam-se cada vez mais coadunadas com as vivências que nos deparamos no mundo atual.

Grupo de Trabalho em Psicopatologia
Periodicidade: 1ª Sexta-feira de cada mês, das 09:00 às 11:00 horas. No caso de feriado passa automaticamente para a seguinte.
Representantes: Carlos Mendes Meirelles e Heitor Lobo de Mendonça.
Contato:heitorl.mendonca@acessa.com

O objetivo é a partir do atual organicismo da psiquiatria, a serviço do biopoder e da indústria dos psicofármacos e que está muito bem representado no DSM V, discutir a psicopatologia na atualidade. Assim, tendo como teorias centrais a psicopatologia psicanalítica, a biopolítica foucaultiana e a retomada da subjetividade como fator determinante na produção das doenças mentais, tal percurso visa a produzir um discurso que possa se contrapor a este novo higienismo, medicalização e psicopatologização dos sujeitos na contemporaneidade.

Grupo de Trabalho de Filosofia e Psicanálise
Periodicidade: mensal. Primeira 5ª feira do mês.
08:00 horas às 09:30 horas
Representante: Jodemar Porto Costa
Contato: jodemarcosta@yahoo.com.br

O Grupo de Trabalho de Filosofia e Psicanálise retorna para preencher um dos pilares da formação de todo aquele que deseja trilhar os caminhos inaugurados por Freud. Com ele, pretendemos encontrar pontos de articulação entre as escolas de pensamento filosófico com a psicanálise aumentando a compreensão da profundidade conceitual da Psicanálise através do conhecimento da filosofia, conforme a orientação de Lacan.

Grupo de Trabalho em Cinema, História e Psicanálise
Periodicidade: mensal. Terceira 6ª feira do mês. No caso de feriado ou emenda de feriado passa automaticamente para a seguinte.
09:00 horas às 11:00 horas.
Representante: Elaine Aparecida Laier Barroso
Contato: laierplus@yahoo.com.br

A proposta deste Grupo de Trabalho é a de contemplar a Sétima Arte pelo viés da História e da Psicanálise. Espera-se pela contribuição dos demais integrantes do GT para que este instrumental seja abrangido e analisado em perspectiva coletiva, promovendo ricos debates e, a posteriori, produção acadêmico-científica. Também serão articuladas outras epistemes como a Semiótica, a Filmologia, a Filosofia, as quais serão nobres coadjuvantes neste processo.
Filme de abertura do GT: “De olhos bem Fechados”, do Diretor Stanley Kubrick, em homenagem ao Professor e Membro do EBEPJF, Dr. Gilberto Barbosa Salgado (in memorian).

Grupo de Trabalho Articulações Clínicas
Representante: Edna Magno da Silva Lima.
Horário: Quinzenalmente – 1ª e 3ª Segundas-feiras das 13:30 às 15:00 horas.